Meu primeiro Luluzinha Camp

2009 Novembro 23
por Francine Ramos

Passou o furacão Luluzinha Camp em minha vida e eu adorei! Foram vários encontros no Brasil inteiro: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Temos fotos e posts por todos os lados, confiram:

Posts:

Blogueiras Baianas, por @danividal

LuluzinhaCampBa, por @mamontes

LuluzinhaCampBa, por @raquelelbacha

LuluzinhaCamp Bahia – 1ª edição, por @tamarasleyne

#luluzinhacampba, por @annyllinha

LuluzinhaCampBa – capitãs desse mundo, por @jeniffersantos

Fotos:

As fotos feitas por @danividal estão aqui.

As fotos da @magdamontes, aqui.

Da @jeniffersantos, aqui.

Da @episodios, aqui.

Ah, sim, as fotos que tirei (do celular #fail) estão aqui, junto com as fotos de todo o Brasil :)

PS.: Esse post será itinerante, assim que eu souber de alguma luluzinha postando sobre o encontro, linko aqui. :)

Será que chove?

2009 Novembro 14
por Francine Ramos

Quando eu era pequena gostava muito de passear na feira com a minha avó. Entre sacolas de couve-flor, maças e pêras ela sempre parava na calçada para conversar com uma amiga de longa data. E quando o assunto acabava ela sempre perguntava “será que chove?”. Aprendi com ela essa frase bobinha quando o assunto acaba.

Aqui na Bahia, por exemplo, (acredite se quiser) sempre chove. Será que chove? Claro! Pelo menos uma chuvinha passageira tem.

E tantas outras coisas mais também tem quando o assunto acaba. Porque no fundo não é o assunto que acabou – todo mundo sempre tem algo a dizer – mas o que acaba é a vontade de dizer. Isso sempre acontece comigo.

Muitas vezes o papo inicial flui lindamente bem – pode ser na feira, no supermercado, no trabalho, no bar – tudo vai de vento em popa até que o silêncio invade e a afinidade vai embora como um passe de mágica. Sensação ruim!

Mas eu lembro da minha avó e agradeço ao deus que inventou a memória. Será que chove?

Chove sim, olha aquela nuvem lá no horizonte. Que horizonte? não vejo nada!

E com uma resposta assim eu definitivamente não preciso – não quero – mais conversar. Eu gosto de gente, gosto muito! Mas somente daquelas que vêem a chuva chegando lá no horizonte e dizem “que bonito esse céu cinza!”

Por que não?

imagem do site Baixaki

Quando penso e não escrevo

2009 Novembro 8
tags:
por Francine Ramos

A frequência aumenta na mesma proporção que digo – não posso esquecer meu caderninho de anotações, não posso ter preguiça de escrever quando a idéia vem, não posso confiar em mim que eu não vou esquecer aquele bom pensamento.

Eu estava agora a pouco na janela e a lua olhou pra mim. Mas foi tão rápido porque logo uma nuvem acabou com a nossa festa. Mas ficou tão bonito aquela nuvem tentando cobrir o brilho pálido da lua! A vida é assim: ficamos com raiva daquela nuvem que estragou o momento perfeito, mas não é isso. A nuvem complementou o bom momento. Olha só, estou aqui, cheguei sem avisar, mas não quero atrapalhar sua festa.

É uma questão de direito pelo espaço no céu. Afinal o mundo é livre (pelo menos deveria ser).

Eu comecei escrever este post ontem, mas aconteceu o que eu disse: o pensamento – minha lua – foi pega de surpresa por uma nuvem, perdeu-se.
Fim.

(porque eu realmente não sei como terminar esse post.)

Foto do meu celular - quando a nuvem cobriu a lua

O primeiro plágio a gente nunca esquece

2009 Novembro 1
por Francine Ramos

Tem gente que ainda acha que internet é uma terra sem lei e graças aos comandos CTRL C e CTRC V usam e abusam da rede.

Eu já escrevi aqui casos de textos plagiados, porque eu realmente fico preocupada quando isso acontece. É uma afronta, um desrespeito total com o escritor. Você vai lá, trabalha o texto, perde suas horas escrevendo, tecendo a história e vem uma pessoa e simplesmente ROUBA o seu texto (publica em outro lugar e não diz ao final “esse texto é de fulano de tal”). Por que parece tão difícil fazer isso?

Sim, eu acho que em alguns casos a pessoa age por pura ingenuidade. Talvez porque lá no colégio a professora pediu um trabalho sobre Ecologia e então a mente brilhante escreveu no Google o que queria, encontrou uma porção de coisas, aplicou a mágica do CTRL C / CTRL V e ainda (o que é pior e mais doloroso) a professora deu nota 10. Poxa copiar e colar funciona mesmo, obtive sucesso! Não! Não funciona! É apenas uma ilusão estúpida de que se construiu alguma coisa.

Plágio é Crime!Mas então como eu faço para mostrar às pessoas um texto bom que eu li? Simples: indique ao final da onde você tirou o texto e quem é o autor. E se quiser fazer melhor ainda entre em contato com o autor pedindo a autorização para tal. Ele vai adorar!
Mas porque deve ser assim? Simples também: é a Lei 9.610, de fevereiro de 1998:

  • Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
    I – a reprodução parcial ou integral;
    II – a edição;
    III – a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações;
  • Art. 108. Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma:
    I – tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos;
    II – tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete e do editor ou produtor;
    III – tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que se refere o inciso anterior.

E é claro que existe o outro lado: se a pessoa copiou o texto é porque ela realmente gostou. E para uma escritora amadora como eu, isso não deixa de ser uma massagem no ego. Mas devemos ser respeitosos, racionais. Então, eu só peço que as duas meninas que utilizaram meus textos em seus blogs que, por favor, digam lá embaixo que o texto é meu, eu tenho esse direito!

  • Art. 24. São direitos morais do autor:
    I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
    II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;

Não seja um blogueiro parasitaO mais engraçado (pra não dizer que dá vontade de chorar) é que nos meus dois blogs eu informo que uso a Licença Creative Commons e o Copyscape. Mas e daí? Se for feita uma pesquisa complexa sobre o perfil dos copiadores da internet certeza que 100% deles não imaginam o que isso representa.

Para os curiosos, os meus textos plagiados foram: A dois passos e Um amante proibido. O primeiro plágio você encontra aqui, o outro aqui.

E só um aviso: não adinta excluir o texto, já dei Print-Screen em tudo.

Ele não sabe dançar

2009 Outubro 28
tags:
por Francine Ramos

A pouco tuitei: Às vezes é necessário parar algumas coisas e começar outras. Não é descaso. É organização para não tornar a vida insuportável. Logo após resolvi comer meus cereais com frutas, mas foi apenas o tempo de preparar meu alimento e voltar pra frente do computador.

Fiquei olhando números e formulas que não mais faziam sentido, a brisa entrava pela janela e já não me causava efeito. Era um estado anestésico sobre aquela planilha complexa e uma colherada de cereal com maça e banana.

Mas o telefone tocou, e como é bom quando o telefone toca. Por sorte não era o celular, que estava logo ao meu lado. Era o telefone lá na sala me chamando. Carreguei meu prato de cereal junto.

Alô. Mãe! Oi, minha filha, o que você está fazendo? Comendo e fazendo um trabalho da faculdade. Filha, você já viu as passagens das suas férias? Ainda não, mãezinha, logo verei. E como está o Giovanni? Ele continua cada vez mais lindo e seu pai, cada vez mais velho e com o hábito de irritar o menino, ontem perguntou à ele quem era o marido da múmia. O Gi respondeu ‘vô, eu não sei’. Seu pai ficou insistindo e ele repetiu ‘vô eu já disse que eu não sei isso, estou vendo desenho e o senhor está me atrapalhando’. Levei ele tomar banho e expliquei pra ele não ligar pro seu pai, porque ele está velho, sabe o que ele disse? “Vó, o vô está velho porque ele não sabe dançar”. Da onde esse menino tira essas coisas?

Eu parei por alguns segundos, o prato de cereal murchou. Mãe, o Giovanni tem razão no que ele diz. Mas minha mãe emendou outra história. Que ela engordou 1 quilo, que a amiga de caminhada dela não pode mais acompanhá-la e que o meu pai está realmente velho para fazer alguma atividade física com ela.

Eu estava em silêncio, pensando. Ele está velho porque não sabe dançar.

E quando nos despedimos eu fiquei pensando quando foi a última vez que dancei. Senti um certo alívio. Não faz tanto tempo assim, mas sempre é bom dançar. Sempre é necessário parar algumas coisas e começar outras. Não é descaso. É organização para não tornar a vida insuportável. Isso, aos olhos de uma criança é simplesmente dançar.

Dançando na chuva

Luluzinha Camp Bahia!

2009 Outubro 21
por Francine Ramos

Conforme comentei no post abaixo, vim aqui contar os detalhes do Luluzinha Camp Bahia e convidar as meninas que por aqui passarem. :)

Dúvidas, comentários e sugestões postem , aqui mesmo ou me twitta!

Logo feito por @garciasalles

Meninas da Bahia, é com muito orgulho que anunciamos o 1º LuluzinhaCampBA!

Estamos muito felizes por isso e agradecemos a todas que participaram, opinaram e torceram para o nosso primeiro encontro sair!

Vamos ao que interessa:

Data: domingo, 08 de novembro sábado, 21 de novembro

Horário: 15:00 às 21:00

Local do evento em Salvador: será divulgado no Grupo

Taxa da inscrição: 10 reais e 1 brinquedo ou 1 quilo de alimento

Faça o seu cadastro aqui: http://bit.ly/luluzinhacampba

IMPORTANTE: o cadastro será confirmado após o pagamento.

Chegando lá o que vai ter?

Além do bate-papo com a mulherada sobre mil assuntos teremos palestras, oficinas, bazar de trocas, aula de biodança e yôga, brindes, sorteios e comidinhas gostosinhas!

Cada Luluzinha vai trazer um pratinho saboroso. Pode ser um salgadinho/docinho comprado naquela padaria legal perto da sua casa, ou, se preferir, coloque a mão na massa ;)

E vale lembrar que Luluzinha cuida do meio ambiente, então traga sua caneca preferida. Combinado?

Logo mais informaremos detalhes das oficinas e palestras. Teremos muitas coisas boas, confiem!

Para saber mais procure por #luluzinhacampBA no Twitter!

Um cheiro!

Aviso aos navegantes

2009 Outubro 20
por Francine Ramos

Pois é. Arrumei mais uma coisa pra fazer, como se eu tivesse muito tempo sobrando! Mas sabe que é bom sair da rotina e passar a se preocupar também com alguma coisa diferente? Acredito que são essas coisas que nos empurram pra frente. Pelo menos eu sou assim: preciso de novidades na minha vida para conseguir encarar o que já está tão gasto (rotina trabalho-faculdade).

E cá estou participando da organização do LuluzinhaCampBA! Pra quem ainda não conhece acesse o site! E desculpem, meninos, mas nessa vocês não entram, ok?

Não é nada pessoal, claro. Não é nada do tipo “queremos distancia de vocês”, nada disso! É que mulher gosta de reuniões femininas, mulher gosta de poder encontrar uma amiga que compartilhe com ela o mundo feminino, sabe?

Desde semana passada entramos numa correria para organizar nossa reunião para o dia 08 de novembro. E tudo está fluindo bem, no ritmo certo.

Logo mais postarei informações oficiais e também para convidar as meninas que por aqui passarem.

Ah, como é bom a correria da vida!

Tchau, sacolinhas plásticas!

2009 Outubro 15
por Francine Ramos

Hoje é BlogActionDay, onde blogueiros do mundo inteiro podem participar da campanha para um planeta melhor. E também o Ecoblogs está com uma idéia bacana para tentar reduzir o consumo das sacolas plásticas.

Hoje, até o momento eu não consumi nenhuma sacolinha plástica, mas confesso que na última gaveta do armário da cozinha tenho 8 sacolinhas plásticas (fui lá contar).

Faz pouco tempo que onde eu vou é essa história de consumir poucas sacolas plásticas. Seria engraçado, porém é trágico que eu lembro muito bem da minha mãe me ensinando que eu não deveria misturar na mesma sacola coisas diferentes, tipo: sabonetes na mesma sacola onde está o bife congelado. Aprendi com ela: cada coisa na sua sacolinha.

E então tínhamos lá em casa aquele mundo de sacolas plásticas guardadas no ‘puxa-saco’ de crochê que ela fazia. Cresci assim: coloca duas sacolas senão rasga por causa do peso da Coca-Cola dois litros.

Mas agora as coisas mudaram: eu não posso mais usar tantas sacolas plásticas, devo otimizar o uso colocando mais coisa possíveis dentro dela ou então comprar uma EcoBag por 3 reais e não esquecer de colocá-la na bolsa. Cadê aqueles sacos de papelão iguais aos filmes americanos? Não é uma boa idéia?

  • Vou deixar registrado aqui: na minha próxima ida ao supermercado vou comprar minha sacola ecológica! :)

Mas sabe o que eu fico pensando? Somos os campeões em inventar coisas supostamente modernas e práticas e depois nós mesmos vamos lá correr contra o tempo e tenta diminuir o prejuízo. Ótimos empreendedores, não?

Eu não acredito que o mundo possa ficar totalmente livre de tanto mal que já fizemos a ele, porém é fundamental a cooperação de todos nós para melhorar um pouco (que seja) o nosso mundo. Pequenos gestos fazem SIM a diferença.

Sabe de uma coisa? Vou AGORA comprar minha EcoBag. E você? Quando vai comprar a sua?

Revelando Outubro

2009 Outubro 13
por Francine Ramos

Red Haired Woman by Lake, by Philip J Brittan :: Getty ImagesÉ engraçado essa minha necessidade de falar sobre os meses que vão passando, principalmente no segundo semestre do ano. Deve ser culpa de julho – o mês das férias – que, pelo menos, me faz ter mais tempo para cuidar de mim.

Os dias passam lentos, e quando estou começando a gostar da brincadeira parece que o dia acelera e acaba. Deve haver alguma explicação científica para isso.

Eu gosto de explicações científicas, filosóficas e psicológicas das coisas, é fruto do meu lado prático. E é tão mais simples concluir que realmente um mais um é igual a dois do que duvidar que isso não é tão simples assim.

Ontem, conversando com um amigo, falávamos sobre isso. Não exatamente assim, mas as entrelinhas da nossa conversa indicavam o quanto é difícil se desfazer do que é necessário, o quanto é chato falar tchau sem ter certeza absoluta do que está fazendo.

Mas, oras! Se não quer dizer tchau, não diz! Mas nem sempre é assim. Caso fosse acredito que 90% das histórias seriam perdidas, jogadas ao lixo. E a vida não teria aquele sabor da dúvida, do inusitado, da mágica.

Façamos da vida algo possível de se refazer, mesmo com uma mudança de tempo, de mês, de caminhos vamos querer dizer oi novamente.

Não importa que esse oi ecoe num vazio, num lugar abandonado. Esse lugar pode trazer algo bom: chegar num deserto e poder olhar nossa imagem refletida no oásis sem a culpa do Narciso é algo revelador.

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Caetano Veloso – Sampa

Um amante proibido

2009 Outubro 10
por Francine Ramos

Semana passada a Karina me presenteou com o selo ‘Amante Proibido’. Funciona assim: Você faz um post contando quem seria o seu amante proibido. Simples, não é? Não.

Quando descobri que eu fazia parte dessa brincadeira twittei que eu tinha entrado numa grande enrascada. Como eu vou contar aos meus 5 leitores quem seria o meu amante proibido? Seria uma confissão de traição estilo Nelson Rodrigues, o que seria?

Então os dias passaram e eu pensando que precisava escrever sobre isso: traição.

Amantes de lo ProhibidoNa literatura, desde as mais simples às mais sofisticadas, passando por romances clássicos, aventuras, filosofia, até mesmo livros técnicos e tudo mais sempre tem um traidor e um traído. Parece que a vida é feita disso mesmo. Essa semana, por exemplo, enquanto eu sonhava sei lá o que o celular tocava, mas o sono estava tão bom que eu não queria ouvir o chamado do celular. Vamos, Francine, é hora de trabalhar. E aconteceu o inevitável: cheguei atrasada no trabalho. Perceberam? Fui traída por mim mesma, mas eu poderia muito bem colocar a culpa no sonho, no sono ou no meu celular que deveria despertar mais alto.

E assim acontece nas relações humanas:

  • Há muita gente que trai e coloca ‘a culpa’ na pessoa traída – ele (a) não me dá atenção.
  • Há muita gente que trai e coloca ‘a culpa’ na pessoa que também traiu – não consegui resistir.
  • E há também uma parcela da população imune a esse negócio de traição, eu conheço pessoas assim e, sinceramente, admiro-as demais, porque quando elas gostam, elas gostam pra sempre e não sentem aquele desejo de querer a pessoa só pra si. Essas pessoas prezam a liberdade acima de tudo. E eu acho isso lindo.

Mas isso é algo para pessoas extremamente bem resolvidas e isso eu não sou. Não que eu seja ciumenta e possessiva, mas eu sou do tipo que sofre em silêncio quando descubro que meu ex namorado, por exemplo, está namorando outra. Em contra-partida meu nariz empinado me ajuda a disfarçar muito bem quando aquela garota sem sal resolve abraçar meu namorado na festa e diz ‘que saudades de você’. (#prontofalei)

E assim caminha a humanidade (com passos de formiga e sem vontade). Mas eu não quero julgar ninguém, não quero dizer que é certo ou errado trair. Não Sayd faz o estilo homem sério, corajoso e justo.quero dizer que alguém é melhor porque diz que nunca traiu, ou que aquela pessoa que já foi traída nada mais é que uma pobre coitada. É tudo uma questão de ponto de vista, do mais puro sentimento (seja ele emocional ou carnal). E uma coisa é certa: não dá pra ir contra ao nosso desejo.

E os nossos desejos moram em nossas escolhas. Simples assim: escolha ser fiel, e seja. Escolha trair, e traia. Escolha fingir que não vê, e não veja. Escolha não se importar com isso, e não se importe. Escolha ser feliz, e seja!

E pra terminar, como manda as regras, eu queria como meu amante proibido o Saiyd (do seriado Lost). E se ele quisesse algo mais sério, tipo casar, ter 3 filhos e ser feliz pra sempre, toparia na hora!

O poder de descobrir e inventar mundos

2009 Outubro 7
por Francine Ramos

Manias e afins

Eu não tenho hábitos de como e onde ler. Eu não me importo se lá fora está sol, frio ou se logo mais vem uma chuva forte. Nada disso me deixa com mais ou menos vontade de ler. O que tenho são duas manias bobinhas:

  • Gosto de dar caras aos personagens de acordo com o meu círculo de amizades.

Ou seja, você leitor, meu amigo, minha amiga, meus companheiros de trabalho, de balada e tantas outras coisas mais, podem ter certeza que pra mim muitos de vocês já foram meus heróis, vilões, princesas e cafetinas!

  • Fico preocupada com o personagem quando eu paro de ler, pois eu imagino que ele fica lá congelado, esperando que eu continue a leitura para continuar sua vida.

Uma vez emprestei o livro Dois Irmãos para uma amiga e ela contou que parou a leitura no momento que os dois personagens estavam brigando. O tempo foi passando e toda vez que eu a encontrava dizia: você não vai terminar o livro? Eles continuam lá brigando!

Mergulho em outras mentes

A leitura é necessária e, na maioria das vezes, é um mergulho da minha mente em outra mente. Por eu gostar muito das letras, por eu admirar demais quem consegue escrever boas histórias eu não consigo simplesmente ler uma história sem tentar entender como o autor escreveu daquela forma.

Quando leio Clarice Lispector, por exemplo, eu tenho a sensação que ela não sabia onde o texto iria terminar, parece realmente que ela fazia da arte de escrever um mero hooby, um mero prazer e acho justo quando ela mesma diz que não é uma profissional do texto, é amadora. E é exatamente neste ponto que mora toda a originalidade e brilhantismo dela. Acho fantástico o poder que ela tinha de exprimir em palavras, em frases, em contos e romances sentimentos tão simples de forma tão abstrata e profunda.

Já a Virginia Woolf (não sei se por eu ler apenas traduções dela) eu vejo uma técnica extremamente apurada, uma preocupação constante com cada frase formada. E eu acredito que ela, ao escrever, sabia exatamente onde queria chegar. Talvez isso seja a diferença entre os profissionais e amadores. Pode ser.

Então, enquanto eu leio mantenho por perto um lápis para grifar os trechos preferidos e também não me preocupo apenas com a história, mas sim na possível história que o autor percorreu para encontrar aquelas palavras tão belas.

Esse post é inspirado no tema Hábitos de Leituras, do site Vou de Coletivo, participe também!

Livros - Submarino.com.br

O mundo paralelo onde mora o meu café

2009 Outubro 3
por Francine Ramos

As vezes um pequeno detalhe desencadeia um longo processo de lembranças. Geralmente quando estou repleta de tarefas atrasadas entro num estado de concentração que, por segundos, me causa um certo silêncio profundo, um vazio enorme na cabeça, na alma, sei lá. Meu professor de yôga diria que isso é meditação, será?

ganesha2Meditação é algo que você só vai entender como fazer quando realmente conseguir fazer, antes disso é um processo chato de concentração e de fingir calma e sabedoria. Pois era assim que eu me sentia nas aulas de yôga e não é à toa que frequentemente eu tinha ataques de riso no meio da aula. E claro, o professor tinha a explicação de que o yôga causa um nível tão grande de relaxamento e plenitude que a pessoa fica rindo a toa. Mas no fundo eu acho que ele dizia isso para os outros alunos não se assustarem com a louca risonha. (juro que eu não estava fazendo uso de substâncias ilícitas, juro!)

Mas fora esses eternos segundo de vazio da alma, que também pode ser um encontro especial com o mais íntimo ‘eu’, há também aqueles segundo que um cheiro, uma palavra, um tom de voz nos leva daqui para outro lugar. E esse ‘levar daqui’ também dura eternos segundos.

E faço um parênteses aqui para comentar que como tem gente que não acredita EM NADA que não possa ser explicado como uma conta de matemática? Como tem gente que acredita que somos e sentimos apenas através do que nossos olhos vêem! Pra mim é tão óbvio que exista um mundo paralelo a isso que chamamos de vida (nossa realidade).

Então, um cheiro, uma palavra, um tom de voz me transporta para outros lugares. Alguns eu já frequentei, outros são sonhos realizados e tanto outros são apenas desejos.

Dos lugares que já frequentei há tantas palavras que eu não queria dizer e tantas outras que ouvi sem querer ter ouvido. Nesses lugares que já frequentei também tem cheiros que sou capaz de sentir até hoje, como o incrível cheiro do macarrão da minha avó, o cheiro da grama molhada numa noite de luar… São apenas segundos que vivi e que apenas segundos presentesCafé me fazem recordar desses segundos passados.

É isso: quando se quer lembrar de um bom segundo, é preciso a liberdade plena de voar através dos pensamentos, chegará o momento, o segundo, que a lembrança desejada virá com mais força, com mais intensidade, com mais verdade!

Agora estou sentindo um cheiro de café, estranho que não é o café que minha mãe faz, tampouco o café da minha cafeteria preferida. É o cheiro do meu café que, consequentemente, me remota a idéia de que eu sei fazer um excelente café. Mas esse reconhecimento que eu sei fazer café nada mais é que, entre tantas as vezes que fiz café, teve uma em especial que eu estava mais feliz, mais completa, mais plena. E todos esses adjetivos eu ligo ao simples café que fiz, e que vou fazer agora. Quem sabe assim eu consigo um teletransporte para o eterno segundo do mundo paralelo do meu café perfeito.

Meu mundo real

2009 Outubro 1
por Francine Ramos

Estou um pouco ausente, eu sei. E confesso que sinto falta de ter tempo para visitar os blogs amigos. Eu gosto demais desse mundo virtual, mas o outro mundo, esse onde me encontro enquanto escrevo, é o meu mundo principal e merece um cuidado a parte.

Posso comparar isso aos jogos virtuais: enquanto eu estou vivendo meu mundo principal o jogo do meu mundo virtual continua lá a minha espera. Eu posso esquecê-lo, posso deixá-lo empoeirado num canto qualquer, não há problema, não há confusões.

Mas se eu resolver simplesmente não ir trabalhar por uma semana? E se eu simplesmente não ligar para as pessoas que esperam pela minha ligação? E se eu simplesmente esquecer que tenho telefone? E se eu não pagar as minhas contas? O meu pequeno mundo desaba!

Portanto, queridos 3 leitores, não se assustem com a minha ausência e não deixem de vir até aqui. Eu ainda tenho milhões de coisas para escrever, mas vai ficar para uma outra hora.

Aproveito para dizer que meu outro blog está com alguns textos novos (não consigo classificá-los como crônicas, nem contos, então são o que? Socorro!), mas apareçam lá, comentem, falem que está tudo horrível, sei lá, qualquer coisa!

Lembrei de uma música: ‘Escute, essa canção, ou qualquer bobagem, ouça o coração, Amor!” – Pato Fu

Mistérios, leituras e a peça escocesa

2009 Setembro 24
por Francine Ramos

Mistérios misteriosos

Eu já comentei por aqui sobre a idéia de tudo ser uma coisa só, de tudo estar sempre amarrado de alguma forma ou de outra. E ontem não foi diferente: enquanto eu lia os Feeds dos meus blogs preferidos reparei que vários deles trataram do mesmo tema: mistério!

E não é misterioso que vários blogs, de vários cantos do Brasil, pertencentes a blogueiros que não se conhecem, escrevam sobre mistério? A Érika contou sobre seu gosto pelos filmes do Hitchcock, a Amanda comentou sobre o box que a Universal lançou com 14 filmes dele e a Luma escreveu sobre histórias de fantasmas!

Quando eu penso em mistério, em medo, nas forças do mal e tudo mais eu lembro do Edgard Allan Poe, até o nome dele sugere algo misterioso, pronuncie: Allan Poe! É quase que uma porta enferrujada sendo aberta numa noite escura de forte temporal.

Eu não gosto de colocar textos completos, letras de música e aquela coisa toda no meu blog. Quando preciso coloco somente um trechinho e um link para o texto completo, mas Edgard Allan Poe é tão bom que merece um trechão do poema ‘O Corvo’, agüentem:

O Corvo
Allan Poe
(Tradução de Machado de Assis)

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
“É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais.”

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: “Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.

É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais.”
Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: “Imploro de vós – ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais.”
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Como fazer uma verdadeira leitura

Eu adoro ler poesias, mas não é simplesmente baixar os olhos e ler. Eu gosto de ler em voz alta – livro numa mão, pés descalços, dancinhas toscas no ritmo da poesia e tudo mais. Pois é. Meus vizinhos devem pensar: ‘a louca declamando poemas estranhos’. Não ligo! Porque realmente a leitura fica mais prazerosa e eu também acabo exercitando a pronuncia, o ritmo do texto e a habilidade para falar num tom mais alto sem gritar, acreditem em mim: funciona.

Isso deve ser fruto dos meus 3 anos de curso de teatro em Sorocaba (eu participei do extinto grupo ‘Experimental Cia & Cia’ e também do grupo de teatro do SESI) Caramba, isso faz muito tempo! Que saudades!

A peça escocesa

E nesse mundo do teatro o que mais tem são histórias misteriosas. Eu lembro que todo mundo sentia medo de andar pelos corredores escuros do teatro, diziam que muitas almas penadas (ou sei lá o que) vagavam por ali. Eu, na dúvida, sempre preferi ficar na minha e não duvidar dos poderes ocultos.

Uma das histórias mais clássicas de medo e teatro é sobre a peça escocesa, a qual muitos não dizem nem o nome – dá má sorte! Ok, vou escrever o nome aqui, mas somente uma vez: Macbeth!!!

A história sobre o mal contada por Shakespeare é realmente de arrepiar e existem fatos realmente esquisitos que ocorreram antes, durante e depois da encenação da peça escocesa. Medo!!!

Abaixo um trecho da peça escocesa na mini-série Som & Fúria. Coisa boa!

Vinhos & Cia - Submarino.com.br

Festinha da Polenta

2009 Setembro 20
por Francine Ramos

Tudo igual e tudo diferente

Ontem foi dia de almoço especial aqui em casa. Eu, que não levo muito jeito para a cozinha, tomei certos cuidados para cozinhar (bem) para 8 pessoas.

Pois é.  Meu apartamento tão pequenininho recebeu 7 visitas para comer polenta. Comentei isso com uma amiga de São Paulo e ela achou estranho, afinal, a mãe dela contava que tinha trauma de comer polenta porque, na sua simples infância, polenta era o cardápio mais comum da casa.

Aí entra as diferenças culturais e eu acho isso o máximo. Aqui na Bahia, pelo menos essas 7 pessoas que vieram em casa nunca tinham comido polenta, por outro lado comem caruru na mesma proporção.

Receita de Polenta

Polenta é uma receita simples de fazer – a parte chata é ficar mexendo a panela sem parar por mais de 30 minutos – o toque especial fica por conta do molho.

Eu optei pelo Molho a Bolonhesa. Não há segredo: primeiro você faz a carne moída básica (joga na panela cebola, tomate, sal e pimenta a gosto, frita bem e coloca toda a carne moída lá até secar.) Depois faz um molho vermelho básico também. Eu sigo as dicas da minha mãe: misturo extrato de tomate e aqueles molhos prontos com mais 3 tomates picado, 2 cebola, sal, salsa, cebolinha e folhas de louro (dá um cheiro delicioso).

E temos as duas variações: polenta frita e polenta cozida, eu fiz as duas, claro! E todos adoraram!

Dica da minha mãe: para fazer a polenta frita prepare-a um dia antes e deixe na geladeira. Apenas na hora de fritar retire-a e corte em cubinhos. Dessa forma ela ficará super crocante!!!

SANY4202

E no dia seguinte…

Já comentei aqui que estou lendo ‘A Décima Terceira História’, estou na página 85 e páginas antes li o seguinte trecho:

“Os jovens na beira do lago formavam um belo quadro a distância nos seus vestidos de verão e camisas brancas. Os copos que seguravam estavam cheios de um líquido que brilhava à luz do sol e a grama sob seus pés dava vontade de andar descalço. Na realidade, os participantes do piquenique suavam suas roupas, o champanhe estava morno, e se alguém pensasse em tirar os sapatos, teria de pisar em cocô de ganso. Mesmo assim, eles estavam empenhados em fingir alegria, na esperança de que o fingimento trouxesse uma alegria verdadeira”

E o que isso tem a ver com a polenta? Quase nada, a não ser pelo fato de que eu sempre me preocupo com as pessoas que visitam a minha casa. Será que todas elas estavam felizes e sorriam com sinceridade? Será que algumas delas fingiam uma certa alegria para esquecer dos problemas?

Entre uma conversa e outra, com um pouco de percepção, é possível descobrir tudo isso, e eu poderia relatar vários ‘causos’ que ouvi ontem, mas não farei isso pois compartilho do lema que a palavra tem poder. Não vamos propagar as coisas tristes.

Ontem foi um dia feliz pra mim. Gosto de ver a casa cheia, gosto do barulho, das risadas, da bagunça. Isso é bem atípico para mim, que sou uma pessoa quietinha.

Errata

Se bem que todo dia acontecem barulhos, risadas e bagunças, mas é só dentro de mim, talvez seja por isso que eu escrevo tanto.