Eu tenho um certo orgulhinho bobo de ser blogueira, um certo orgulhinho de estar por aqui há tanto tempo, pulando de blog em blog, conhecendo pessoas, fazendo amizades, criando afinidades, aprendendo muito, passando um pouquinho do que eu sei e tudo mais. Essa troca é fundamental na vida da gente e eu tento, na medida do possível, transferir por aqui a mesma maneira de me relacionar na vida pessoal (real, carne, osso, alma), porque não dá mais pra separar esses dois mundos. Antes era como se existissem realmente dois mundos: o virtual e o real. E agora parece tudo uma coisa só, não é? E isso não é bom? É!
E por aí eu vou caminhando, da minha forma, no meu tempo. Aqui em Salvador procuro absorver as coisas boas da cidade, procuro filtrar as coisas tristes e, como um quesito fundamental, eu levo muito a sério poder me transformar e transformar o que está a minha volta.
E lá no LuluzinhaCamp estamos debatendo sobre o caso da blogueira Cláudia Mello que precisou pagar um indenização por ter postado em seu blog o relato de um mau atendimento médico e também da Larissa Paschoal que foi ameaçada por um advogado a tirar um post do ar porque comentou sobre uma empresa que não ofereceu a ela um bom atendimento.
Funciona mais ou menos assim: você expõe sua opinião (negativa) no blog. O “outro lado” entra com o advogado para tirar o post do ar e se isso não acontecer você receberá um processo. Geralmente o blogueiro tira o post do ar porque infelizmente não há como agüentar o processo (desgastes mentais e financeiros) e então fica tudo bem – para a empresa/pessoa que prestou o mau atendimento. Absurdo, não é mesmo?
Eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão e isso inclui a situação inversa, exemplo: se o meu nome ou o nome da minha empresa estão sendo expostos de forma negativa eu tenho o direito de reclamar: posso usar de meios mais pacíficos ou quem sabe, chegar às vias de fato: processo.
Onde eu quero chegar com isso? Quero dizer que os dois lados devem ser livres para fazer o que desejam fazer. É claro que, eu, como futura contadora/empresária não agiria radicalizando (processando), porque o princípio de tudo é a humildade. Opa! Se estão falando mal da minha empresa é porque preciso melhorar a qualidade do meu atendimento. E eu vi (li) que a Claudia e a Larissa em nenhum momento utilizaram ofensas ou palavras chulas para relatar o caso e sendo assim, as partes envolvidas poderiam ter entrado em contato com elas de uma forma mais pacífica (utilizando o sistema de comentários como direito de resposta, por exemplo). Ou vendo pelo outro lado elas também poderiam ter procurado o Procon ou algum outro órgão responsável para relatar o ocorrido (não que isso resolveria o problema, mas evitaria o processo), porque escrever num blog sobre outra pessoa/empresa, falando mau do serviço é como fazer uma faixa grande e pregar num semáforo de uma rua bem movimentada, não vejo como ficar imune às consequências. Acredito SIM que é um direito de todos falar o que quiser da maneira que achar melhor, doa a quem doer, mas tem agüentar a porrada até o fim, e esse “aguentar” no Brasil chama-se dinheiro (para contratar um bom advogado e arcas com as custas judiciais).
A parte boa de tudo isso (sim, eu acredito que tudo sempre tem um lado bom) é que esses casos evidenciam o poder dos blogs, o quanto essa ferramenta é um forte meio de comunicação, o quanto o Google nos encontra e nos dá a oportunidade de sermos lidos, ouvidos. Opinião em blogs tem valor, incomoda, fere, marca!
E a única maneira de mudarmos essa situação é o trabalho em conjunto. E também os juízes precisam entender mais sobre internet, os empresários precisam compreender mais que os meios de comunicação evoluíram e que clientes não são robôs consumistas e que, principalmente, uma boa empresa não tem como missão o lucro e sim satisfazer seus clientes – porque o resto é conseqüência.
Se mais blogueiros falarem sobre o assunto podem surgir advogados interessados e inteligentes a fim de abraçarem essa nobre causa: que o dinheiro não pode ser o fator principal para definir o que é justo. Porque um blogueiro incomoda muita gente, muitos e muitos blogueiros incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Faz dois dias que ensaio para escrever por aqui, mas quem disse que esse blog precisa de ensaio? Na verdade não é ensaio, admito, é meu estado de órbita em outro lugar. Tudo porque eu tento ser duas, mas nem sempre consigo.
Vou tentar explicar e espero não ser repetitiva: mas é que amo minha profissão e amo escrever. E essas duas coisas: ser quase contadora e tentar ser escritora me deixa cansada, como se eu tivesse duas chaves que precisam todo tempo serem ligadas e desligas, as duas juntas reduz a qualidade dos meus dois lados. E eu não quero ser metade.
Em certas épocas o trabalho exige de mim mais de 100% de atenção, não que eu deixe ele de lado em outros momentos, mas muitas vezes ao chegar em casa e tirar o salto, o óculos e o casaco não são suficientes para desmontar a quase contadora que mora dentro de mim, porque tudo está na mente mesmo; e o que a gente vê, o que a gente faz, são apenas rituais bobos para tentar o desapego e, infelizmente, nem sempre funcionam.
Então, muitas vezes quando chego em casa e tiro meu salto, meu óculos e meu casaco eu ainda permaneço quase contadora, mesmo querendo (talvez precisando) ser escritora. É assim porque meu lado empresarial e numérico permanece comigo pelo resto da noite, muitas vezes durmo com ele. Como farei amanhã para concluir a conciliação da conta de equivalência? Vou ter que ligar para fulano, mandar e-mail para beltrano e reconfigurar a contabilização para aquele novo tipo de situação. É mais ou menos assim.
Já me perguntaram porque eu não faço um blog sobre contabilidade, seria loucura, porque exigiria de mim muito mais do que posso oferecer, como se fosse necessário eu esmagar a quase escritora que mora aqui dentro.
Pois bem, porque eu quero ser duas? Porque eu preciso. É como comer, dormir, tomar banho, sou assim e pronto.
Dezembro é um mês feliz, é quando visito minha família, quando tiro férias e quando posso esquecer que sou quase contadora. E esse ano está sendo especial, porque já no próximo semestre eu vou me formar e o “quase contadora” não será mais utilizado. Vou poder exercer minha profissão por completo: realizar o trabalho e ver meu nome estampado ao final. Estou ansiosa para ter o meu CRC, torcendo para que ele seja composto de números ímpares, gosto mais.
E meu lado escritora vai ser exercitado também, gosto de ter tempo para olhar, admirar a vida, as pessoas, gestos, vozes, paisagens, histórias…tudo isso faz parte de escrever. Escrever é um ato exigente ao ponto de causar um certo cansasso. Clarice Lispector tinha razão quando disse “escritor é uma pessoa que se cansa muito, e que termina com um pouco de náusea de si, já que o contato íntimo consigo próprio é por força prolongado demais.”
Ah, eu amo minha vida, amo os rumos que ela tomou e me deixou ajustar-se a isso tudo. Com meus 27 anos vou caminhando como posso, puxando os meus dois lados, minhas duas moradas, minhas duas órbitas. Quando estou lá continuo admirando a vida, isso acontece sempre, mesmo que seja com meus olhos numéricos de contadora ou meus olhos letrados de escritora.
Eu devo agradecer por ter uma família especial e por nunca ter sofrido qualquer tipo de violência física, mas isso não diminui minha responsabilidade como cidadã de falar um pouco sobre esse assunto tão delicado. Digo cidadã, porque não escrevo isso porque sou mulher, também claro, mas principalmente porque combater a violência é um dever de todas as pessoas dignas.
Não sei se dignidade é a palavra adequada, me desculpe, é o sono. Mas esse sono não vai sucumbir, eu luto.
No meu trabalho eu sou apenas uma das muitas mulheres de lá. E ainda ouço muito que lugar onde tem muita mulher é um lugar de fofoca, eu não vejo assim, mas também não acho que ambientes empresariais sejam bons. Podem ser sim, mas também tem o lado ruim e isso independente se a maioria é homem ou mulher.
Há seis anos, quando fui contrata por essa empresa, na terceira etapa do processo seletivo eu ouvi da pessoa que seria o meu supervisor que ele tinha preferência por contratar um homem e que ele estava em dúvida se escolhia a mim ou a um rapaz. Isso foi dito no final da entrevista, eu não lembro bem qual foi a minha reação, mas não deve ter sido nada demais. Será que fiz cara de que não tinha ouvido aquilo? Pode ser, porque eu realmente não lembro como reagi, talvez eu não entendi que naquele momento eu tinha sido agredida por ser mulher. Sim! Porque agressão não compõe apenas questões físicas e naquele momento ele agrediu o meu “ser mulher”. Porque sou mulher não sou tão boa como o outro candidato?
Dias depois a empresa me chamou, a vaga era minha! E tempos depois, já com certa liberdade para a pergunta, questionei meu supervisor porque ele me escolheu, já que preferia um homem. Ele disse rindo, sem parecer que dava real importância para tal. É porque mulher faz muita fofoca. Palavras dele. Eu ri, porque eu não me senti mal por aquilo, na verdade eu me senti vitoriosa, pois apesar do preconceito bobo dele, eu venci.
E seria bom e simples se todas as mulheres do mundo lidassem apenas com esses estereótipos, porque apesar de difícil não é impossível derrubar essa imagem, eu acredito muito nisso! Basta apenas esperar o momento certo para poder expor sua verdade, sua coragem, sua dignidade.
Porém a violência física tem um peso maior (incluo aqui a tortura psicológica e outros gêneros), porque não há o momento certo para impor o respeito, para marcar território. O momento é sempre agora, é sempre o presente!
Há alguns anos atrás eu estava num ônibus indo para Registro (SP) e uma senhora sentou do meu lado. Eu estava lendo As Ondas e ela ficava tentando puxar conversa comigo, a principio eu não gostei, porque eu realmente estava querendo ler o livro, mas quando percebi que ela precisava conversar e não ia parar enquanto não conseguisse, fechei o livro, cruzei as pernas e conversei com ela a viagem toda.
Entre as histórias sofridas que ela me contou a que mais me deixou triste foi o relato dela do Natal que passou sendo espancada pelo marido bêbado. Seus filhos, ainda pequenos, estavam no quarto dormindo (porque cansaram de esperar o Papai Noel). E ela contou tudo isso com muita clareza, com muita tranqüilidade. Ela contou também que depois da noite estúpida de Natal ela fugiu de casa com os filhos e foi em busca de uma vida melhor. O tempo passou, os filhos cresceram, um deles virou bandido, o outro arrumou um emprego legal e ajudava com as despesas da casa. Eu queria ouvir mais, a história dela estava mais interessante que o livro da Virginia Woolf. Mas a viagem chegou ao fim, passou tão rápido.
Assim que estávamos nos levantando do ônibus ela me disse que o próximo passo era aprender a ler. Eu ainda vou ler livros igual a você. Eu sorri e perguntei: como é o seu nome? Meu nome é Glória.
Esse post, então, é para a Glória, uma homenagem singela, mas que faço de coração. O mundo precisa de força, de energia, e que todas as pessoas que sofram qualquer tipo de violência consigam dar a volta por cima, que possam seguir em frente com dignidade. Com dignidade.
Passou o furacão Luluzinha Camp em minha vida e eu adorei! Foram vários encontros no Brasil inteiro: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Temos fotos e posts por todos os lados, confiram:
Posts:
Blogueiras Baianas, por @danividal
LuluzinhaCampBa, por @mamontes
LuluzinhaCampBa, por @raquelelbacha
LuluzinhaCamp Bahia – 1ª edição, por @tamarasleyne
#luluzinhacampba, por @annyllinha
LuluzinhaCampBa – capitãs desse mundo, por @jeniffersantos
Fotos:
As fotos feitas por @danividal estão aqui.
As fotos da @magdamontes, aqui.
Da @jeniffersantos, aqui.
Da @episodios, aqui.
Ah, sim, as fotos que tirei (do celular #fail) estão aqui, junto com as fotos de todo o Brasil
PS.: Esse post será itinerante, assim que eu souber de alguma luluzinha postando sobre o encontro, linko aqui.
Tem gente que ainda acha que internet é uma terra sem lei e graças aos comandos CTRL C e CTRC V usam e abusam da rede.
Eu já escrevi aqui casos de textos plagiados, porque eu realmente fico preocupada quando isso acontece. É uma afronta, um desrespeito total com o escritor. Você vai lá, trabalha o texto, perde suas horas escrevendo, tecendo a história e vem uma pessoa e simplesmente ROUBA o seu texto (publica em outro lugar e não diz ao final “esse texto é de fulano de tal”). Por que parece tão difícil fazer isso?
Sim, eu acho que em alguns casos a pessoa age por pura ingenuidade. Talvez porque lá no colégio a professora pediu um trabalho sobre Ecologia e então a mente brilhante escreveu no Google o que queria, encontrou uma porção de coisas, aplicou a mágica do CTRL C / CTRL V e ainda (o que é pior e mais doloroso) a professora deu nota 10. Poxa copiar e colar funciona mesmo, obtive sucesso! Não! Não funciona! É apenas uma ilusão estúpida de que se construiu alguma coisa.
Mas então como eu faço para mostrar às pessoas um texto bom que eu li? Simples: indique ao final da onde você tirou o texto e quem é o autor. E se quiser fazer melhor ainda entre em contato com o autor pedindo a autorização para tal. Ele vai adorar!
Mas porque deve ser assim? Simples também: é a Lei 9.610, de fevereiro de 1998:
- Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I – a reprodução parcial ou integral;
II – a edição;
III – a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações;
- Art. 108. Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma:
I – tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos;
II – tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete e do editor ou produtor;
III – tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que se refere o inciso anterior.
E é claro que existe o outro lado: se a pessoa copiou o texto é porque ela realmente gostou. E para uma escritora amadora como eu, isso não deixa de ser uma massagem no ego. Mas devemos ser respeitosos, racionais. Então, eu só peço que as duas meninas que utilizaram meus textos em seus blogs que, por favor, digam lá embaixo que o texto é meu, eu tenho esse direito!
- Art. 24. São direitos morais do autor:
I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
O mais engraçado (pra não dizer que dá vontade de chorar) é que nos meus dois blogs eu informo que uso a Licença Creative Commons e o Copyscape. Mas e daí? Se for feita uma pesquisa complexa sobre o perfil dos copiadores da internet certeza que 100% deles não imaginam o que isso representa.
Para os curiosos, os meus textos plagiados foram: A dois passos e Um amante proibido. O primeiro plágio você encontra aqui, o outro aqui.
E só um aviso: não adinta excluir o texto, já dei Print-Screen em tudo.
A pouco tuitei: Às vezes é necessário parar algumas coisas e começar outras. Não é descaso. É organização para não tornar a vida insuportável. Logo após resolvi comer meus cereais com frutas, mas foi apenas o tempo de preparar meu alimento e voltar pra frente do computador.
Fiquei olhando números e formulas que não mais faziam sentido, a brisa entrava pela janela e já não me causava efeito. Era um estado anestésico sobre aquela planilha complexa e uma colherada de cereal com maça e banana.
Mas o telefone tocou, e como é bom quando o telefone toca. Por sorte não era o celular, que estava logo ao meu lado. Era o telefone lá na sala me chamando. Carreguei meu prato de cereal junto.
Alô. Mãe! Oi, minha filha, o que você está fazendo? Comendo e fazendo um trabalho da faculdade. Filha, você já viu as passagens das suas férias? Ainda não, mãezinha, logo verei. E como está o Giovanni? Ele continua cada vez mais lindo e seu pai, cada vez mais velho e com o hábito de irritar o menino, ontem perguntou à ele quem era o marido da múmia. O Gi respondeu ‘vô, eu não sei’. Seu pai ficou insistindo e ele repetiu ‘vô eu já disse que eu não sei isso, estou vendo desenho e o senhor está me atrapalhando’. Levei ele tomar banho e expliquei pra ele não ligar pro seu pai, porque ele está velho, sabe o que ele disse? “Vó, o vô está velho porque ele não sabe dançar”. Da onde esse menino tira essas coisas?
Eu parei por alguns segundos, o prato de cereal murchou. Mãe, o Giovanni tem razão no que ele diz. Mas minha mãe emendou outra história. Que ela engordou 1 quilo, que a amiga de caminhada dela não pode mais acompanhá-la e que o meu pai está realmente velho para fazer alguma atividade física com ela.
Eu estava em silêncio, pensando. Ele está velho porque não sabe dançar.
E quando nos despedimos eu fiquei pensando quando foi a última vez que dancei. Senti um certo alívio. Não faz tanto tempo assim, mas sempre é bom dançar. Sempre é necessário parar algumas coisas e começar outras. Não é descaso. É organização para não tornar a vida insuportável. Isso, aos olhos de uma criança é simplesmente dançar.
Conforme comentei no post abaixo, vim aqui contar os detalhes do Luluzinha Camp Bahia e convidar as meninas que por aqui passarem.
Dúvidas, comentários e sugestões postem lá, aqui mesmo ou me twitta!
Meninas da Bahia, é com muito orgulho que anunciamos o 1º LuluzinhaCampBA!
Estamos muito felizes por isso e agradecemos a todas que participaram, opinaram e torceram para o nosso primeiro encontro sair!
Vamos ao que interessa:
Data: domingo, 08 de novembro sábado, 21 de novembro
Horário: 15:00 às 21:00
Local do evento em Salvador: será divulgado no Grupo
Taxa da inscrição: 10 reais e 1 brinquedo ou 1 quilo de alimento
Faça o seu cadastro aqui: http://bit.ly/luluzinhacampba
IMPORTANTE: o cadastro será confirmado após o pagamento.
Chegando lá o que vai ter?
Além do bate-papo com a mulherada sobre mil assuntos teremos palestras, oficinas, bazar de trocas, aula de biodança e yôga, brindes, sorteios e comidinhas gostosinhas!
Cada Luluzinha vai trazer um pratinho saboroso. Pode ser um salgadinho/docinho comprado naquela padaria legal perto da sua casa, ou, se preferir, coloque a mão na massa ![]()
E vale lembrar que Luluzinha cuida do meio ambiente, então traga sua caneca preferida. Combinado?
Logo mais informaremos detalhes das oficinas e palestras. Teremos muitas coisas boas, confiem!
Para saber mais procure por #luluzinhacampBA no Twitter!
Um cheiro!
Pois é. Arrumei mais uma coisa pra fazer, como se eu tivesse muito tempo sobrando! Mas sabe que é bom sair da rotina e passar a se preocupar também com alguma coisa diferente? Acredito que são essas coisas que nos empurram pra frente. Pelo menos eu sou assim: preciso de novidades na minha vida para conseguir encarar o que já está tão gasto (rotina trabalho-faculdade).
E cá estou participando da organização do LuluzinhaCampBA! Pra quem ainda não conhece acesse o site! E desculpem, meninos, mas nessa vocês não entram, ok?
Não é nada pessoal, claro. Não é nada do tipo “queremos distancia de vocês”, nada disso! É que mulher gosta de reuniões femininas, mulher gosta de poder encontrar uma amiga que compartilhe com ela o mundo feminino, sabe?
Desde semana passada entramos numa correria para organizar nossa reunião para o dia 08 de novembro. E tudo está fluindo bem, no ritmo certo.
Logo mais postarei informações oficiais e também para convidar as meninas que por aqui passarem.
Ah, como é bom a correria da vida!
Hoje é BlogActionDay, onde blogueiros do mundo inteiro podem participar da campanha para um planeta melhor. E também o Ecoblogs está com uma idéia bacana para tentar reduzir o consumo das sacolas plásticas.
Hoje, até o momento eu não consumi nenhuma sacolinha plástica, mas confesso que na última gaveta do armário da cozinha tenho 8 sacolinhas plásticas (fui lá contar).
Faz pouco tempo que onde eu vou é essa história de consumir poucas sacolas plásticas. Seria engraçado, porém é trágico que eu lembro muito bem da minha mãe me ensinando que eu não deveria misturar na mesma sacola coisas diferentes, tipo: sabonetes na mesma sacola onde está o bife congelado. Aprendi com ela: cada coisa na sua sacolinha.
E então tínhamos lá em casa aquele mundo de sacolas plásticas guardadas no ‘puxa-saco’ de crochê que ela fazia. Cresci assim: coloca duas sacolas senão rasga por causa do peso da Coca-Cola dois litros.
Mas agora as coisas mudaram: eu não posso mais usar tantas sacolas plásticas, devo otimizar o uso colocando mais coisa possíveis dentro dela ou então comprar uma EcoBag por 3 reais e não esquecer de colocá-la na bolsa. Cadê aqueles sacos de papelão iguais aos filmes americanos? Não é uma boa idéia?
- Vou deixar registrado aqui: na minha próxima ida ao supermercado vou comprar minha sacola ecológica!
Mas sabe o que eu fico pensando? Somos os campeões em inventar coisas supostamente modernas e práticas e depois nós mesmos vamos lá correr contra o tempo e tenta diminuir o prejuízo. Ótimos empreendedores, não?
Eu não acredito que o mundo possa ficar totalmente livre de tanto mal que já fizemos a ele, porém é fundamental a cooperação de todos nós para melhorar um pouco (que seja) o nosso mundo. Pequenos gestos fazem SIM a diferença.
Sabe de uma coisa? Vou AGORA comprar minha EcoBag. E você? Quando vai comprar a sua?
Semana passada a Karina me presenteou com o selo ‘Amante Proibido’. Funciona assim: Você faz um post contando quem seria o seu amante proibido. Simples, não é? Não.
Quando descobri que eu fazia parte dessa brincadeira twittei que eu tinha entrado numa grande enrascada. Como eu vou contar aos meus 5 leitores quem seria o meu amante proibido? Seria uma confissão de traição estilo Nelson Rodrigues, o que seria?
Então os dias passaram e eu pensando que precisava escrever sobre isso: traição.
Na literatura, desde as mais simples às mais sofisticadas, passando por romances clássicos, aventuras, filosofia, até mesmo livros técnicos e tudo mais sempre tem um traidor e um traído. Parece que a vida é feita disso mesmo. Essa semana, por exemplo, enquanto eu sonhava sei lá o que o celular tocava, mas o sono estava tão bom que eu não queria ouvir o chamado do celular. Vamos, Francine, é hora de trabalhar. E aconteceu o inevitável: cheguei atrasada no trabalho. Perceberam? Fui traída por mim mesma, mas eu poderia muito bem colocar a culpa no sonho, no sono ou no meu celular que deveria despertar mais alto.
E assim acontece nas relações humanas:
- Há muita gente que trai e coloca ‘a culpa’ na pessoa traída – ele (a) não me dá atenção.
- Há muita gente que trai e coloca ‘a culpa’ na pessoa que também traiu – não consegui resistir.
- E há também uma parcela da população imune a esse negócio de traição, eu conheço pessoas assim e, sinceramente, admiro-as demais, porque quando elas gostam, elas gostam pra sempre e não sentem aquele desejo de querer a pessoa só pra si. Essas pessoas prezam a liberdade acima de tudo. E eu acho isso lindo.
Mas isso é algo para pessoas extremamente bem resolvidas e isso eu não sou. Não que eu seja ciumenta e possessiva, mas eu sou do tipo que sofre em silêncio quando descubro que meu ex namorado, por exemplo, está namorando outra. Em contra-partida meu nariz empinado me ajuda a disfarçar muito bem quando aquela garota sem sal resolve abraçar meu namorado na festa e diz ‘que saudades de você’. (#prontofalei)
E assim caminha a humanidade (com passos de formiga e sem vontade). Mas eu não quero julgar ninguém, não quero dizer que é certo ou errado trair. Não
quero dizer que alguém é melhor porque diz que nunca traiu, ou que aquela pessoa que já foi traída nada mais é que uma pobre coitada. É tudo uma questão de ponto de vista, do mais puro sentimento (seja ele emocional ou carnal). E uma coisa é certa: não dá pra ir contra ao nosso desejo.
E os nossos desejos moram em nossas escolhas. Simples assim: escolha ser fiel, e seja. Escolha trair, e traia. Escolha fingir que não vê, e não veja. Escolha não se importar com isso, e não se importe. Escolha ser feliz, e seja!
E pra terminar, como manda as regras, eu queria como meu amante proibido o Saiyd (do seriado Lost). E se ele quisesse algo mais sério, tipo casar, ter 3 filhos e ser feliz pra sempre, toparia na hora!
Manias e afins
Eu não tenho hábitos de como e onde ler. Eu não me importo se lá fora está sol, frio ou se logo mais vem uma chuva forte. Nada disso me deixa com mais ou menos vontade de ler. O que tenho são duas manias bobinhas:
- Gosto de dar caras aos personagens de acordo com o meu círculo de amizades.
Ou seja, você leitor, meu amigo, minha amiga, meus companheiros de trabalho, de balada e tantas outras coisas mais, podem ter certeza que pra mim muitos de vocês já foram meus heróis, vilões, princesas e cafetinas!
- Fico preocupada com o personagem quando eu paro de ler, pois eu imagino que ele fica lá congelado, esperando que eu continue a leitura para continuar sua vida.
Uma vez emprestei o livro Dois Irmãos para uma amiga e ela contou que parou a leitura no momento que os dois personagens estavam brigando. O tempo foi passando e toda vez que eu a encontrava dizia: você não vai terminar o livro? Eles continuam lá brigando!
Mergulho em outras mentes
A leitura é necessária e, na maioria das vezes, é um mergulho da minha mente em outra mente. Por eu gostar muito das letras, por eu admirar demais quem consegue escrever boas histórias eu não consigo simplesmente ler uma história sem tentar entender como o autor escreveu daquela forma.
Quando leio Clarice Lispector, por exemplo, eu tenho a sensação que ela não sabia onde o texto iria terminar, parece realmente que ela fazia da arte de escrever um mero hooby, um mero prazer e acho justo quando ela mesma diz que não é uma profissional do texto, é amadora. E é exatamente neste ponto que mora toda a originalidade e brilhantismo dela. Acho fantástico o poder que ela tinha de exprimir em palavras, em frases, em contos e romances sentimentos tão simples de forma tão abstrata e profunda.
Já a Virginia Woolf (não sei se por eu ler apenas traduções dela) eu vejo uma técnica extremamente apurada, uma preocupação constante com cada frase formada. E eu acredito que ela, ao escrever, sabia exatamente onde queria chegar. Talvez isso seja a diferença entre os profissionais e amadores. Pode ser.
Então, enquanto eu leio mantenho por perto um lápis para grifar os trechos preferidos e também não me preocupo apenas com a história, mas sim na possível história que o autor percorreu para encontrar aquelas palavras tão belas.
Esse post é inspirado no tema Hábitos de Leituras, do site Vou de Coletivo, participe também!

















